Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao senado por Santa Catarina, afirmou que a colocação de militares em postos do governo foi um dos maiores erros do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi feita em Timbó (SC) no dia 26 de junho, e o vídeo repercutiu no último fim de semana.
O pré-candidato classificou a chegada de militares ao Executivo como um acidente na trajetória política do pai, atribuindo o fato à “falta de estrutura” por trás do ex-presidente. Ele disse que “não tinha ninguém que ele conhecia que não fosse das Forças Armadas”.
Bolsonaro declarou que seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não adotará esse modelo. “Hoje em dia eu tenho a certeza absoluta que o Flávio não fará essa militarização em torno de si, mas de pessoas realmente técnicas. Pessoas que entendem o movimento e não são positivistas como eram os militares”, afirmou.
Dados do Ipea, de 2022, indicam que a presença de militares em cargos civis do governo federal quase triplicou entre 2013 e 2021, subindo de 370 para 1.085 postos. O estudo apontou que a gestão do ex-presidente distribuiu cargos a oficiais em pastas estratégicas, como Saúde, Economia e Meio Ambiente.

