Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao senado por Santa Catarina, declarou que a colocação de militares em postos do governo foi um dos maiores erros do ex-presidente Jair Bolsonaro. A afirmação foi feita em Timbó, SC, e aponta para a necessidade de gestão técnica na política.
O pré-candidato classificou a chegada de militares ao Executivo como um acidente na trajetória política do pai, atribuindo o ocorrido à “falta de estrutura” por trás do ex-presidente. Carlos Bolsonaro disse que não havia ninguém que ele conhecia que não fosse das Forças Armadas.
Em contraste, ele afirmou que seu irmão, Flávio Bolsonaro, não repetirá esse modelo. Segundo Carlos, o irmão priorizará “pessoas realmente técnicas. Pessoas que entendem o movimento e não são positivistas como eram os militares”.
Dados do Ipea, divulgados em 2022, mostram que a presença de militares em cargos civis do governo federal quase triplicou entre 2013 e 2021, saltando de 370 para 1.085 postos. O estudo indicou que a gestão do ex-presidente distribuiu cargos a oficiais em pastas estratégicas.
A concentração de militares foi notável em áreas como Economia e Saúde. No Ministério da Economia, a presença de militares subiu de 1 em 2013 para 84 em 2021, um aumento superior a 8.000%, conforme o levantamento.

