A cantora Carminho se apresentará no Vivo Rio, no dia 21 de agosto, em turnê mundial do álbum “Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir”. O show traz um repertório que destaca sua fase mais autoral, com forte viés feminista.
O espetáculo explora a ambiguidade para percorrer os caminhos da alma humana, com canções como “Balada do país que dói”, “Lá vai Lisboa”, “Pela minha voz” e “Saber”. A artista afirmou que foi inspirada na ideia de que a mulher ocupa um lugar central na interpretação, mas que existem narrativas paralelas dentro dela.
A formação musical conta com instrumentos tradicionais, como a guitarra portuguesa, comandada por André Dias, e a viola de fado, tocada por Flávio Cardoso. Estes dialogam com a guitarra elétrica de Pedro Geraldes, Mellotron de João Pimenta Gomes, além de Vocoder e Cristal Baschet. A cantora citou Annette Peacock e Wendy Carlos como referências por romperem padrões com o uso das vozes femininas.
A relação da artista com o Brasil é antiga, com colaborações com Caetano Veloso, Marisa Monte e Milton Nascimento. Ela também gravou “Sabiá” em 2016. Carminho declarou que o Brasil é uma segunda casa, e que a língua portuguesa é a maior ligação com o país.

