As vendas de carros elétricos crescem no mercado brasileiro, impulsionadas pela economia de energia e incentivos fiscais. No primeiro semestre de 2026, foram emplacados 90.470 veículos 100% elétricos, quase três vezes mais que no mesmo período de 2025, segundo a Fenabrave.
O avanço da eletrificação é notável em estados como o Rio Grande do Sul, onde quatro dos 20 automóveis mais vendidos no primeiro semestre são elétricos. O modelo BYD Dolphin Mini subiu para a terceira posição de comercialização no estado. Especialistas afirmam que o custo por quilômetro rodado de um veículo elétrico pode ser até 80% menor que o de um carro a gasolina.
Atualmente, há opções no mercado brasileiro a partir de aproximadamente R$ 70 mil, e alguns estados oferecem isenção de IPVA. Um professor de Engenharia de Energias Renováveis da PUCRS disse que a principal barreira para a adoção é a adaptação dos motoristas à nova tecnologia. Um economista da Universidade Feevale avaliou que a eletrificação reflete uma transformação similar à chegada dos smartphones.
Usuários confirmam a redução de gastos, como um motorista de aplicativo que relatou rodar mais de 300 quilômetros com cerca de R$ 70 em recarga. Contudo, limitações persistem: modelos populares têm autonomia entre 250 e 300 quilômetros, e o tempo de recarga varia de uma hora em eletropostos rápidos a 12 horas em carregadores residenciais.

