Mulheres imigrantes e refugiadas acolhidas em uma casa de apoio na Penha, Zona Leste de São Paulo, devem deixar o local até a próxima terça-feira (14). O encerramento ocorre após o término do contrato entre a prefeitura e a instituição responsável pelo serviço.
O centro, mantido desde 2006 pela Congregação das Irmãs Palotinas em parceria com a prefeitura, oferece moradia temporária a mulheres que fugiram de guerras, violência ou pobreza extrema, vindas de países como Angola e República Democrática do Congo. O contrato mais recente, assinado em janeiro deste ano, previa um repasse mensal de R$ 182 mil para o atendimento de até 80 mulheres.
A proximidade do fim do acordo tem causado apreensão entre as moradoras. A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social informou que a organização responsável decidiu não dar continuidade ao gerenciamento do serviço. A pasta afirmou ter iniciado o reordenamento das famílias para outros serviços de acolhimento.
A Congregação das Irmãs Palotinas declarou que depende integralmente dos repasses municipais para manter a unidade. Segundo a instituição, sem recursos próprios para custear a estrutura, foi obrigada a encerrar a prestação do serviço. O Centro de Apoio e Pastoral do Migrante (Cami) acompanha a situação e teme que mulheres vulneráveis fiquem desassistidas.

