A discussão sobre limites para a utilização de esperma de um mesmo doador ganhou força na Europa, impulsionada por casos de múltiplos descendentes. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) afirma que os centros de reprodução assistida devem seguir normas da Anvisa e do CFM.
A proposta de um teto internacional surge após relatos de que um homem gerou centenas de descendentes em diferentes nações. No contexto brasileiro, a resolução do CFM estabelece que um doador não pode gerar mais de 2 nascimentos de crianças de sexos diferentes em uma área de até 1 milhão de habitantes. A única exceção ocorre quando a mesma família utiliza o mesmo gameta em gestações posteriores.
A especialista da SBRH, Ines Katerina Damasceno, comentou que o avanço dos testes genéticos facilita a escolha dos pacientes, mas também encarece o processo. No Brasil, a doação permanece anônima, o que exige uma ampla discussão bioética sobre questões morais, legais e de sucessão.
O controle dos nascimentos é feito anualmente à Anvisa por meio do SisEmbrio. Contudo, a presidente da SBRH declarou que o principal desafio nacional é aumentar o número de doadores, citando a rigidez dos exames exigidos para a coleta do sêmen.

