A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou um vídeo no domingo, 12 de julho de 2026, pedindo que os torcedores acreditem na seleção masculina para o ciclo que antecede a Copa do Mundo de 2030. A iniciativa, que usa o slogan “Pode acreditar”, recebeu críticas de internautas e do pré-candidato à Presidência Romeu Zema, uma semana após a eliminação do time brasileiro nas oitavas de final da Copa de 2026 contra a Noruega.
O material busca projetar uma redenção para 2030, momento em que o Brasil completará 28 anos sem um título mundial. No entanto, a resposta do público foi negativa, prolongando a crise de imagem da CBF desde a derrota para a Noruega, outro adversário europeu a vencer o país sem que ele conquistasse um Mundial. O vídeo inicia com trechos que reconhecem o sentimento dos torcedores, dizendo: “Não foi fácil escrever este filme. Porque a gente sabe o que vocês estão sentindo. Que esse túnel parece não ter fim. Que esse hexa não sai”.
O pré-candidato à Presidência Romeu Zema comentou sobre a situação, afirmando: “Comecem acabando com essa politicagem. Vocês prestam mais contas pra Brasília do quê pro brasileiro que acredita e torce por vocês. Se quiserem mudar algo de verdade, acabem com essa farra suja”. A eliminação nas oitavas de final foi a primeira em 36 anos, e a imprensa apontou críticas direcionadas ao técnico e ao presidente da CBF.
A campanha não foi a primeira tentativa de marketing emocional da entidade. Meses antes do Mundial na América do Norte, a CBF lançou a campanha “Bate no Peito”, que visava um “chamado para que os brasileiros voltem a confiar, torcer e se orgulhar de uma das maiores histórias do futebol mundial”. A convocação para o torneio também seguiu um roteiro incomum, com um megaevento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, que contou com shows de artistas como João Gomes e Ludmilla.

