O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que dois helicópteros colidiram em 14 de junho, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, utilizando a mesma rota aérea. O acidente resultou na morte de seis pessoas, e a investigação aponta falhas no controle de tráfego e na comunicação entre as aeronaves.
O relatório preliminar do Cenipa detalha que os planos de voo de ambas as aeronaves previam Rotas Especiais de Helicópteros (REH) coincidentes. A colisão ocorreu às 11h57 (UTC), entre as posições Tachas e Piabas, na REH Grota. Os investigadores constataram que a frequência de coordenação aérea não era monitorada pelos órgãos de controle, e não havia gravação das comunicações entre os pilotos.
Um ponto crítico apontado pelo órgão é que apenas um dos helicópteros foi acompanhado pelos radares do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab). O documento afirma que “não houve detecção da aeronave PP-MAC pelos radares durante todo o período em que a aeronave esteve em voo”. O outro veículo, PR-DJJ, teve seu histórico de GPS recuperado, permitindo a reconstrução da trajetória até o impacto.
O Cenipa esclareceu que nenhum dos helicópteros possuía gravadores de voz da cabine (CVR) ou de dados de voo (FDR), pois não havia requisito para a instalação desses equipamentos. As condições meteorológicas eram favoráveis ao voo visual para ambas as aeronaves. O órgão concluiu que “nenhuma hipótese está descartada” e que os exames continuam para identificar os fatores contribuintes do acidente.

