A expansão urbana do Centro do Rio de Janeiro resultou na demolição de importantes construções históricas. Em 1944, a Igreja São Pedro dos Clérigos foi demolida para a abertura da Avenida Presidente Vargas, um dos marcos da transformação da área.
A história do Centro revela perdas significativas. O Convento da Ajuda, construído no século XVII, foi atingido durante a Revolta da Armada em 1893 e demolido em 1911 para dar lugar a cinemas. Outro exemplo é o Chafariz das Marrecas, obra de Mestre Valentim de 1785, que foi demolido em 1896 para ampliar o quartel da Polícia Militar.
As mudanças não se limitaram a edifícios. A praia de Santa Luzia, que existia no Centro, foi engolida pelo aterro da demolição do Morro do Castelo em 1922. Além disso, a saída da capital para Brasília em 1960 gerou um esvaziamento de atividades no local.
Atualmente, há novos planos para o Centro, levantando questionamentos sobre a preservação do passado. O antigo Convento do Carmo, local onde Dona Maria I faleceu, passou por reforma na gestão do Procurador Geral do Estado, Bruno Dubaix.

