A IBM registrou uma queda de 25% em suas ações, a maior desvalorização desde 1972, após o CEO, Arvind Krishna, admitir que a companhia não reagiu rápido o suficiente às mudanças no comportamento de investimento dos clientes. A desvalorização, que totalizou US$ 68 bilhões (R$ 346,12 bilhões) em valor de mercado, ocorreu após a divulgação de um documento aos investidores.
Krishna informou que o resultado do segundo trimestre de 2026 ficou abaixo das expectativas, com a divisão de infraestrutura apresentando desempenho insatisfatório. A receita da área caiu 7%, pressionada por dificuldades nos negócios de sistemas Z, os mainframes tradicionais da empresa. O executivo declarou aos investidores: “Essas condições exigiam que nossas equipes executassem perfeitamente, e neste trimestre falhamos. Não nos adaptamos e não nos movemos rápido o suficiente”.
O problema, segundo a IBM, decorreu da rápida mudança na estratégia de investimento dos clientes. Empresas passaram a direcionar gastos de capital para servidores e armazenamento, buscando garantir equipamentos diante de possíveis restrições de oferta. Esse movimento alterou as prioridades, desviando orçamentos de compras tradicionais para garantir capacidade de computação para a Inteligência Artificial.
Apesar da queda nos mainframes Z, a infraestrutura distribuída, que abrange soluções tecnológicas modernas, registrou o melhor desempenho histórico da companhia, com crescimento de 37% no trimestre. A IBM também anunciou o Lightwell, uma iniciativa de US$ 5 bilhões (R$ 25,45 bilhões) focada em criar uma plataforma de confiança no gerenciamento de vulnerabilidades de softwares de código aberto.

