A Technip Energies, gigante francesa de engenharia e tecnologia para o setor energético, manteve suas equipes mobilizadas durante a crise no Golfo e no Estreito de Ormuz. O CEO da companhia detalhou a estratégia de navegação na crise e os planos para a normalização, apontando novas oportunidades de negócio na região.
O executivo afirmou que a companhia não interrompeu as atividades durante o período mais crítico do confronto. Segundo ele, essa manutenção de operações foi decisiva para a rápida retomada. Em relação ao Catar, onde unidades de Gás Natural Liquefeito (GNL) foram atingidas, o CEO explicou que o caminho mais rápido para restaurar a capacidade produtiva é colocar em produção novas unidades em construção, e não reparar as estruturas danificadas.
A experiência recente de vulnerabilidade no Estreito de Ormuz gerou uma mudança estrutural nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Os governos e empresas da região buscam ativamente novas rotas e instalações de exportação fora do estreito, com foco em locais como Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Esse movimento representa fonte de novos negócios para a Technip Energies.
Para reduzir a dependência de qualquer área específica, a empresa acelera a diversificação geográfica. O CEO informou que a companhia identificou oportunidades nos Estados Unidos e assinou seu primeiro grande projeto de GNL no país recentemente. Na Europa, o Reino Unido é um mercado de destaque, e a empresa já registrou avanços concretos, como um contrato para projeto de combustível sustentável para aviação (SAF) na Holanda no início do ano.

