O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, afirmou que existem soluções mais inteligentes para reduzir custos da montadora do que o fechamento de fábricas. A declaração ocorre em meio a tensões com o sindicato, que rejeitou um plano de reestruturação que previa até 100 mil cortes de empregos na Alemanha.
Blume indicou que descarta o fechamento de unidades, citando que a empresa precisa continuar reduzindo custos, pois os produtos são populares, mas “não estamos ganhando dinheiro suficiente com eles”. Segundo o executivo, a Volkswagen alcançou um “forte progresso” ao reduzir, em média, 20% os custos de suas unidades na Alemanha no ano passado.
Apesar do progresso apontado, a proposta de reestruturação foi rejeitada por 12 dos 19 integrantes do conselho durante uma reunião em Wolfsburg. O conselho de trabalhadores da Volkswagen declarou que houve uma “perda maciça de confiança” em Blume após o vazamento dos detalhes do plano.
A montadora enfrenta desafios como custos elevados com mão de obra e energia, concorrência crescente e queda na demanda na China. Blume comentou que o ambiente de operação “nunca foi tão desafiador ou repleto de riscos como é hoje, com tensões geopolíticas, barreiras comerciais, regulamentações, mudanças no mercado e uma concorrência intensa”.

