O CEO da Cerebras, Andrew Feldman, afirmou que a Inteligência Artificial Geral (AGI) já se concretizou, segundo critérios históricos do setor. Ele declarou que o próximo obstáculo não é mais a capacidade dos modelos, mas sim a habilidade humana de coordenar e aplicar a tecnologia em escala.
Feldman defende que os benefícios da IA, especialmente na medicina e na educação, superam os impactos do deslocamento de empregos. Ele comparou essa transição ao momento em que os automóveis substituíram o uso de ferraduras de cavalos, alegando que os ganhos compensam as perdas. O especialista citou o potencial da IA para combater doenças graves e oferecer tutoria individualizada em larga escala, criticando o modelo atual de ensino como uma forma de “agricultura fabril” de conhecimento.
Ainda sobre a definição de AGI, Feldman concordou com a visão de que o marco foi atingido. Ele indicou que, com o avanço da IA, os investidores devem direcionar o foco para três áreas cruciais: infraestrutura de computação e energia, plataformas de robótica capazes de executar instruções físicas, e softwares de saúde e educação que transformam melhorias em resultados humanos.
O executivo comentou que, se a inteligência bruta não é mais o limite, o desafio se torna organizacional. Ele explicou que grandes projetos ainda dependem de equipes para execução, sugerindo que o gargalo econômico pode estar mudando de “o que a IA pode fazer” para “quão rápido a humanidade pode implementá-la”.

