A CFO da OpenAI, Sarah Friar, estabeleceu um quadro de avaliação para determinar se os investimentos em Inteligência Artificial geram valor econômico. Ela defende que a IA deve ser medida pelo trabalho que efetivamente realiza, e não por métricas tradicionais de adoção de software.
Friar explicou que a questão econômica central é se o valor do trabalho concluído pela IA cresce mais rápido que o custo de produção. Para responder a isso, ela propõe a métrica de “inteligência útil por dólar”. Essa métrica considera quatro fatores: se a IA conclui um trabalho relevante, o custo de cada tarefa bem-sucedida, a confiabilidade do resultado e se o valor gerado cresce com o aumento do uso.
Na prática, o cálculo envolve somar o custo total para concluir um volume de trabalho de qualidade e dividir esse valor pelo número de tarefas bem-sucedidas. O teste final é verificar se o volume de trabalho de alta qualidade cresce mais rápido que o custo total ao longo do tempo. Para a OpenAI, a computação é um ativo estratégico, e a empresa planejou investir até US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA nos EUA em cerca de quatro anos.
Em um contexto mais amplo, um fórum da McKinsey reuniu chefes financeiros de mais de trinta países. Segundo o sócio sênior Andy West, cerca de dois terços dos participantes indicaram que a função de estratégia agora se reporta aos CFOs, refletindo a mudança do foco de experimentação para a transformação empresarial impulsionada pela IA.

