O diretor financeiro da Ryanair afirmou que companhias aéreas concorrentes podem enfrentar dificuldades financeiras no inverno europeu. A declaração ocorreu em meio a um relatório trimestral que registrou queda de 34% nos lucros, mas o executivo apontou a situação como um evento de limpeza de mercado que beneficia a estrutura de custos da empresa.
O executivo explicou que a pressão no mercado é uma oportunidade para a companhia de baixo custo. Segundo ele, há muitas operadoras sem a base de custos da Ryanair. A empresa, que está efetivamente livre de dívidas após pagar um título em maio, pode observar falências nos próximos meses, pois os concorrentes mais próximos possuem custos unitários 80% a 150% superiores aos da Ryanair.
Apesar da queda de lucros, atribuída ao aumento do combustível após a guerra do Irã, a Ryanair mitigou o impacto. A companhia está 80% coberta em combustível até março de 2026, a um preço de 67 dólares por barril, muito abaixo dos picos observados no mercado futuro. A empresa registrou lucro pré-excepcional de 2,26 bilhões de dólares, um aumento de 40% sobre a receita de 15,54 bilhões de dólares.
A expectativa é que a retirada de capacidade por rivais gere poder de precificação. Além disso, a introdução de aeronaves Boeing MAX-10, com entrega prevista para janeiro de 2027, deve reduzir o consumo de combustível em 20% e aumentar a capacidade em 20%, impulsionando a produtividade da Ryanair.

