Chuvas intensas forçaram o desalojamento de famílias em cidades gaúchas, como Lajeado, devido à cheia de rios. Mais de 700 pessoas precisaram deixar suas casas em Lajeado após o aumento do Rio Taquari. A situação reflete a insegurança crônica de quem vive em áreas de risco.
A recorrência das inundações gera desgaste nas comunidades. Em Lajeado, a rotina é marcada pela necessidade de evacuação, conforme relatou um músico local. Em Porto Alegre, a Região das Ilhas sente a elevação do Guaíba, área naturalmente sujeita a inundações. Moradores relatam angústia constante com as perdas materiais e a necessidade de vigilância permanente.
A Prefeitura de Porto Alegre informou que, em um programa com apoio federal, cerca de 1.800 famílias já adquiriram imóveis, visando dar continuidade às remoções. O prefeito Sebastião Melo declarou que os programas habitacionais auxiliam nesse processo.
Especialistas apontam a necessidade urgente de adaptação climática. O professor Rodrigo Paiva, da UFRGS, defende que os planos diretores municipais incluam mapeamentos de risco. O vice-prefeito de Lajeado, Guilherme Cé, afirmou que o foco agora é planejar a remoção de moradias já existentes para locais mais seguros.
O governador Eduardo Leite disse que ações conjuntas entre o Governo do Estado, o Ministério Público e as prefeituras estão em desenvolvimento para apoiar as comunidades ainda afetadas.

