A China aprovou a oferta inicial de ações (IPO) da varejista Shein em Hong Kong nesta sexta-feira. A aprovação abre caminho para a listagem após a empresa enfrentar rejeições em Nova York e Londres. A Shein é uma das marcas de consumo mais proeminentes a abrir capital em anos.
A varejista online aguardou um ano pela liberação do IPO, que dependia da aprovação dos mais altos escalões do Partido Comunista Chinês. Uma fonte com conhecimento do assunto disse que Pequim considera a Shein politicamente sensível, citando o escândalo de bonecas sexuais na França e denúncias de más práticas trabalhistas em suas fábricas fornecedoras na China.
A Shein, fundada em 2012, vende produtos em cerca de 150 países, como vestidos de US$5 e calças jeans de US$10. Embora tenha sido avaliada em até US$100 bilhões em 2022, a última rodada de financiamento privado, em maio de 2023, avaliou a empresa em US$66 bilhões. A empresa pode buscar uma avaliação entre US$40 bilhões e US$50 bilhões no IPO.
A empresa já havia tentado abrir capital nos Estados Unidos em novembro de 2023, mas enfrentou resistência de reguladores. Posteriormente, em Londres, o órgão regulador do Reino Unido aprovou um prospecto preliminar, mas a comissão chinesa negou a aprovação, bloqueando a listagem. A aprovação em Hong Kong beneficia o mercado de capitais da cidade.

