A chancelaria da China classificou como ‘infundada’ a acusação feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país asiático cometeu ‘a maior violação de dados eleitorais da história’ ao obter informações de cerca de 220 milhões de eleitores americanos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que Pequim não tem interesse em interferir nos assuntos domésticos dos EUA.
A declaração chinesa ocorreu nesta sexta-feira (17). O porta-voz Lin Jian disse: “Nós não temos interesse em interferir nas eleições dos Estados Unidos e nunca fizemos isso”. Ele instou os EUA a refletir sobre o próprio comportamento.
A Casa Branca alega que os dados supostamente obtidos incluem nome, endereço, telefone e preferências partidárias. Trump também acusou o regime chinês de identificar jornalistas americanos críticos e oferecer dinheiro para que estes publicassem conteúdo negativo sobre ele. O presidente americano não apresentou evidências para sustentar as acusações.
As alegações surgem dois meses após a visita de Trump a Pequim, a convite do líder chinês, Xi Jinping. Essa disputa representa ameaça à trégua na guerra comercial entre as duas potências. O encontro anterior entre os líderes, em Busan, na Coreia do Sul, visava discutir a guerra tarifária e manter a aparência de estabilidade entre as nações.

