A China orientou grandes refinarias do país a manterem elevada a produção de combustíveis para proteger o mercado doméstico. A medida ocorre em função da escalada de conflitos no Oriente Médio, que ameaça o transporte de petróleo e o fornecimento global de derivados.
As preocupações com a disponibilidade interna de combustíveis levaram Pequim a restringir vendas de gasolina, diesel e querosene de aviação para clientes estrangeiros em estágios iniciais do conflito com o Irã. Posteriormente, o maior consumidor asiático de petróleo bruto flexibilizou essas regras, concedendo mais permissões de exportação no início deste mês.
No entanto, uma nova escalada do conflito, somada à decisão dos Estados Unidos de revogar autorização para venda de petróleo iraniano, intensifica os temores de Pequim sobre novas interrupções no fornecimento. Fontes informaram que pelo menos duas grandes refinarias foram orientadas a manter ou aumentar suas taxas de processamento, mesmo com estoques elevados e desaceleração no consumo.
Antes do conflito, a China já controlava rigorosamente as exportações de derivados de petróleo por meio de um sistema de cotas. Uma das consequências do aumento das taxas de processamento é a pressão adicional sobre as margens de refino na região, visto que a diferença entre os preços da gasolina na Ásia e do petróleo de Dubai já caiu ao menor nível desde o fim de março.

