As doses de vacina administradas na China caíram para um nível recorde em 2025, atingindo 399 milhões, segundo o Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças. A redução está ligada à queda acentuada na taxa de natalidade, que afeta diretamente a demanda por imunizantes infantis.
O número de 2025 representa o nível mais baixo desde que a agência começou a publicar dados unificados em 2013. O total contrasta com o pico de 3,3 bilhões de doses registrado em 2021, durante a pandemia. O Departamento Nacional de Estatísticas informou que os nascimentos caíram 17% no ano passado, totalizando 7,9 milhões, abaixo da meta de 8 milhões.
A baixa natalidade impacta as vacinas de Categoria 1, obrigatórias e financiadas pelo Estado, como as contra hepatite B e BCG. A empresa Shenzhen Kangtai relatou que a queda na taxa de natalidade exerce pressão sobre as vendas, e um ajuste no calendário nacional de vacinação agravou a situação para alguns fabricantes.
Em resposta aos desafios demográficos, os fabricantes buscam mercados externos. Dados alfandegários mostram que as exportações chinesas de imunizantes para uso humano cresceram 53,5% em 2025, alcançando 2,3 bilhões de yuans (US$ 340 milhões). Contudo, especialistas apontam que a falta de um calendário unificado para adultos dificulta a expansão da imunização além da infância.


