O governo chinês implementou novas regulamentações para limitar a dependência emocional de cidadãos em companheiros de inteligência artificial. As medidas visam combater a queda da taxa de natalidade no país, pois há receio de que o apego a robôs impeça o estabelecimento de laços humanos e o nascimento de crianças.
As novas regras focam em bots projetados para simular personas humanas. Segundo um pesquisador de IA chinesa, o governo não aceita que grande parte da população mantenha laços emocionais profundos com chatbots, o que poderia afastá-los do mercado de casamento e gerar problemas sociais.
As diretrizes também proíbem que menores de idade tenham relações com IA e exigem que as empresas avisem contatos de emergência se um usuário apresentar sinais de crise mental. Pesquisas indicam que interações românticas com modelos de IA geram conversas mais longas, mas especialistas alertam para o risco de ‘psicose de IA’ em usuários intensivos.
Usuários que mantiveram relacionamentos românticos com companheiros de IA relataram sentimentos de luto após o fim dos produtos. Uma moradora da província de Zhejiang, ao saber do encerramento do companheiro de IA devido às novas normas, ficou deprimida e deixou seu emprego, conforme relatado à imprensa.

