A China classificou como ‘pura invenção’ as acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Pequim interferiu nas eleições presidenciais americanas de 2020. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que o país não tem interesse nas eleições americanas. Paralelamente, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, solicitou a quatro estados a verificação de listas de eleitores.
Durante entrevista coletiva, Lin Jian reagiu às declarações de Trump, que alegou que o sistema eleitoral dos EUA foi comprometido e que a China roubou 220 milhões de registros de eleitores. Lin Jian declarou: “São puras invenções e calúnias maliciosas que há muito tempo já se demonstrou serem infundadas”. Ele acrescentou que a China não possui interesse nas eleições americanas e instou os EUA a refletir sobre suas próprias ações.
Trump, que tirou o sigilo de relatórios de inteligência, reiterou que as eleições de 2020 lhe foram ‘roubadas’, apesar de o democrata Joe Biden ter saído vitorioso. Autoridades eleitorais e a própria administração Trump rejeitaram alegações de fraude, mesmo com mais de 60 ações judiciais.
Em outra frente, o Departamento de Segurança Interna (DHS) solicitou a secretários de Estado de quatro estados — Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia — que verificassem listas de eleitores. O DHS citou possíveis violações, mas não apresentou evidências. O principal responsável eleitoral de Nevada, Francisco Aguilar, refutou as alegações, dizendo que os números são, na melhor das hipóteses, ‘altamente especulativos’.

