A Marinha da China lançou um míssil balístico de longo alcance a partir de um submarino de propulsão nuclear em águas internacionais. O teste, que ocorreu recentemente, demonstra a capacidade técnica de Pequim e gerou protestos de países como os Estados Unidos e a Nova Zelândia.
Especialistas apontam que o míssil pode ser um modelo JL-2 ou JL-3, sendo este último capaz de atingir mais de 10 mil quilômetros. A China divulgou o teste após o lançamento, afirmando que se tratava de um treinamento de rotina e estava em conformidade com as práticas internacionais. A agência estatal chinesa não detalhou o tipo de míssil, mas confirmou que a ogiva utilizada era de teste, e não nuclear.
O lançamento em águas internacionais foi criticado pela Nova Zelândia, que alegou violação do Tratado de Rarotonga de 1986, que estabelece a Zona Livre de Armas Nucleares do Pacífico Sul. Essa medida ocorre em um contexto de crescente militarização na região, impulsionada pela modernização do Exército de Libertação Popular.
O orçamento de defesa chinês, projetado para atingir US$ 270 bilhões em 2026, cresceu cerca de 7% ao ano nos últimos quatro anos. A preocupação de segurança se concentra na reivindicação de Taiwan, ilha sobre a qual Pequim não descarta o uso da força. Em resposta, países como o Japão dobraram seu orçamento militar, e as Filipinas ampliaram a presença militar dos EUA em seu território.

