O teste de um míssil balístico intercontinental pela China, lançado de submarino e que caiu no Oceano Pacífico, gerou preocupação em países da Ásia e do Pacífico. O míssil teria capacidade de atingir alvos a mais de 5 mil km e carregar armas nucleares.
A porta-voz do Ministério do Exterior da China declarou que o lançamento foi um treinamento de rotina, sem alvo específico, e que todos os países relevantes foram notificados. Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que a China possui direito soberano ao desenvolvimento militar e disse que o país não ameaça nenhuma região.
A atividade militar chinesa motivou reações internacionais. O governo do Japão manifestou grave preocupação e manterá alta vigilância. A porta-voz do Ministério do Exterior da Austrália considerou que o teste desestabiliza a região. Taiwan acusou a China de tentar intimidar a comunidade internacional, posição que Pequim refuta, considerando a ilha parte de seu território.
O Departamento de Estado americano monitorou o lançamento e solicitou que a China participe de negociações sobre controle de armas. O míssil balístico intercontinental, lançado de um submarino, foi o foco da divulgação oficial do governo chinês.

