A Christian Dior divulgou, nesta segunda-feira (27), resultados financeiros do primeiro semestre de 2026, faturando R$ 224,7 bilhões, o equivalente a 38,6 bilhões de euros. O grupo registrou crescimento orgânico de 2% em relação ao ano anterior, mesmo em meio a um ambiente econômico e geopolítico desafiador.
O lucro recorrente das operações atingiu 8,7 bilhões de euros (R$ 50,6 bilhões), o que representa uma queda de 4% na comparação anual. Contudo, a margem operacional se manteve em 22,5%, e o lucro líquido atribuível aos acionistas somou 2,4 bilhões de euros (R$ 14 bilhões), permanecendo estável em relação ao primeiro semestre de 2025.
Entre as divisões, Relógios e Joias foi o principal destaque, com receita orgânica crescendo 9% no semestre. Esse avanço foi impulsionado pelo desempenho de Tiffany & Co. e Bvlgari. A divisão de Moda e Artigos de Couro, que representa quase metade das receitas, registrou retração orgânica de 1% no período, mas voltou a crescer 1% no segundo trimestre, impulsionada pelas vendas nos Estados Unidos.
A companhia também reforçou sua saúde financeira, com o fluxo de caixa livre operacional alcançando 4,1 bilhões de euros (R$ 23,9 bilhões) e a dívida financeira líquida caindo 19%, para 8,1 bilhões de euros (R$ 47,1 bilhões). O grupo anunciou, ainda, a venda da marca Marc Jacobs à WHP Global.


