Pesquisadores identificaram um subtipo de desorientação topográfica do desenvolvimento (DTD) que afeta até uma em cada 30 pessoas. Este grupo, denominado ‘atopia’, apresenta incapacidade de construir um mapa cognitivo, perdendo-se mesmo em ambientes familiares.
A DTD é uma condição permanente de desorientação, que se manifesta desde a infância e não é causada por lesão cerebral ou transtorno psiquiátrico. Enquanto a maioria das pessoas constrói uma representação mental do ambiente, o que permite a navegação automática, indivíduos com atopia não conseguem integrar pontos de referência em um mapa mental coeso.
Essas pessoas conseguem identificar características marcantes de locais, mas as informações permanecem isoladas. Quando um percurso habitual é interrompido, a ausência de um mapa mental dificulta a adaptação. Comportamentos como rigidez ou dependência de GPS podem ser interpretados erroneamente como desatenção ou falta de inteligência.
A capacidade de navegação pode ser treinada, pois a condição não é degenerativa. Estudos indicam que o uso excessivo de GPS pode piorar a memória espacial. Atualmente, está sendo testado um programa virtual de seis semanas focado em aprimorar a orientação espacial de pessoas com atopia.

