Uma equipe da Universidade de Minnesota sintetizou células simples que se alimentam, crescem, reproduzem e competem por alimento. Os pesquisadores criaram as SpudCells, que apresentam quase todas as características fundamentais da vida, embora ainda não sejam consideradas plenamente vivas.
A bióloga sintética Kate Adamala liderou a pesquisa, que busca responder questões fundamentais sobre a vida. Segundo Adamala, “A vida não é algo binário”, o que justifica a hesitação em classificar as células como vivas. O estudo, que envolveu a combinação de dezenas de ingredientes, demonstra a capacidade de um sistema fabricado executar funções biológicas complexas.
Para impulsionar o avanço, Adamala e Drew Endy fundaram a organização sem fins lucrativos Biotic. A iniciativa visa desenvolver as SpudCells, que podem ser projetadas para tarefas como produzir novos medicamentos ou remover dióxido de carbono da atmosfera. John Glass, biólogo sintético do Instituto J. Craig Venter, comentou que é “impressionante que ela tenha conseguido reunir tudo isso”.
A pesquisa aborda a complexidade da vida, contrastando com abordagens anteriores, como a redução de genomas, que ainda deixam funções desconhecidas. A equipe utilizou uma abordagem de baixo para cima, construindo a célula a partir de moléculas não vivas, e conseguiu que as SpudCells crescessem, se alimentassem e se reproduzissem.

