O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) declarou que a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros possui “forte evidência de motivação política”. A medida, que começa a valer em 22 de julho, deve impactar US$ 11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio brasileiro.
A entidade manifestou indignação com a decisão, que foi oficializada pelo governo americano em 15 de julho. Segundo o Ciesp, a sobretaxa diminuirá a competitividade brasileira frente a fornecedores de outros países. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) justificou a cobrança com base em questões como comércio digital, propriedade intelectual e desmatamento ilegal.
Rafael Cervone, presidente do Ciesp e primeiro vice da Fiesp, alertou que a imposição das tarifas coloca o Brasil entre os países com barreiras comerciais mais severas nos EUA. Ele afirmou que fornecedores de outras nações podem ocupar o espaço deixado pelos produtos brasileiros no mercado americano.
Cervone defendeu que o governo brasileiro empreenda um novo esforço diplomático, mantendo um tom sereno e focado em argumentos econômicos e técnicos. O Ciesp também sugeriu que o país acelere medidas para reduzir o “Custo Brasil”, como reforma administrativa e equilíbrio fiscal, para mitigar os efeitos internos.

