A demanda global por energia nuclear deve triplicar até 2050, impulsionada por compromissos de 38 países e pela necessidade de energia firme de data centers de inteligência artificial. Diante desse cenário, analistas comparam cinco ETFs de urânio, que oferecem diferentes exposições ao ciclo do combustível nuclear.
O mercado de urânio enfrenta um déficit de suprimento, pois a produção global cobre apenas 74% a 90% da demanda anual, um gap ampliado por mais de uma década de subinvestimento. O Global X Uranium ETF (URA) é o fundo mais negociado, com ativos líquidos de cerca de US$ 7,68 bilhões. Contudo, o URA mistura mineradoras com empresas de utilidade, o que pode atenuar ganhos diretos com o preço da commodity.
Para investidores que buscam exposição mais pura ao preço do urânio, o Sprott Uranium Miners ETF (URNM) é apresentado como ferramenta mais direta, pois seu portfólio foca em mineradoras e urânio físico. Já o VanEck Uranium and Nuclear ETF (NLR) possui um viés maior em operadores de reatores e utilidades nucleares, apresentando um rendimento de dividendo de 2,8%.
Outras opções incluem o Sprott Junior Uranium Miners ETF (URNJ), voltado para desenvolvedores menores e mais arriscados, e o Range Nuclear Renaissance Index ETF (NUKZ), que foca na tese de infraestrutura nuclear, capturando construtores de reatores e serviços, e não apenas o preço do combustível.

