O cinema brasileiro perdeu nesta quarta-feira (22) Luiz Carlos Barreto, cineasta, produtor e jornalista, aos 98 anos. Barreto, conhecido como Barretão, faleceu após tratamento de infecção pulmonar no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. Sua trajetória foi decisiva para o desenvolvimento da produção audiovisual do país.
Ao longo de mais de seis décadas, Barretão participou da construção do Cinema Novo e consolidou a indústria cinematográfica nacional, produzindo mais de cem filmes. Ele fundou a LC Barreto com a esposa, Lucy Barreto, em 1954. A produtora, que completa 63 anos de atividade, lançou obras como Dona Flor e Seus Dois Maridos e O Que É Isso, Companheiro?, este último indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional.
Antes de atuar como produtor, Barreto construiu carreira como repórter fotográfico. Durante correspondência na Europa, registrou acontecimentos históricos e fotografou personalidades como Frank Sinatra e Fidel Castro. Seu contato com o cinema se consolidou com Glauber Rocha, durante as filmagens de Barravento, e ele atuou como diretor de fotografia em clássicos como Vidas Secas (1963).
A morte gerou manifestações de pesar no setor audiovisual. O Ministério da Cultura lamentou o falecimento, definindo Barreto como um dos nomes mais importantes da história do cinema brasileiro. Representantes do setor afirmaram que ele foi um grande defensor da cultura nacional e um mestre na consolidação da produção audiovisual.

