Apenas 29% dos cerca de 63,3 milhões de automóveis em circulação no Brasil possuem cobertura securitária, segundo levantamento da Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg. Mais de 44 milhões de veículos rodam sem proteção, embora a Classe C concentre a maior fatia dos segurados.
O estudo, baseado em dados de seguradoras que representam cerca de 60% do mercado, revela que a classe média é o público principal do segmento. Quarenta e um por cento dos clientes são famílias com renda mensal entre R$ 5,6 mil e R$ 14,1 mil. O perfil do consumidor também indica que mais da metade dos segurados tem entre 36 e 55 anos.
Alexandre Leal, diretor Técnico, de Estudos e Relações Regulatórias da CNseg, afirmou que o setor possui grande potencial de crescimento. Ele disse que a expansão da Classe C estimula o desenvolvimento de produtos mais adequados ao orçamento das famílias, como coberturas modulares e contratação digital.
Regionalmente, o Sudeste responde por 58% da arrecadação do seguro automóvel no país, seguido pelo Sul (21%). O mercado também cresceu significativamente na última década: a arrecadação saltou de R$ 31,7 bilhões em 2016 para R$ 61,6 bilhões em 2025, um aumento nominal de 94%.

