A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2% para 2026, mas revisou para cima as expectativas de indústria e agronegócio. A entidade também elevou a previsão de inflação para 5% e estimou que a taxa Selic fechará o ano em 13,75%.
O informe divulgado nesta quarta-feira (22) mostrou que a expectativa de crescimento da indústria subiu de 1,6% para 2,1%, enquanto o agronegócio avançou de 1,1% para 1,8%. Os serviços foram o único setor com estimativa reduzida, caindo de 2,1% para 1,9%. Segundo Mario Sergio Telles, diretor de Economia da CNI, o cenário econômico é de crescimento moderado, sustentado por setores ligados a commodities.
A inflação, projetada em 5% para 2026, reflete o aumento de preços de alimentos e combustíveis. Com o quadro fiscal em deterioração, a CNI reduziu o espaço para cortes na taxa básica de juros. A previsão é que o Comitê de Política Monetária (Copom) realize apenas mais duas reduções de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 13,75% ao final de dezembro.
A CNI prevê que a dívida pública alcance 82% do PIB, dado o déficit federal estimado em R$ 55,3 bilhões. Além disso, as compras externas de bens de consumo cresceram 16% no primeiro semestre, enquanto as exportações devem somar US$ 383,9 bilhões, impulsionadas por commodities.

