A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2% para 2026. O Informe Conjuntural do 2º trimestre, divulgado nesta quarta-feira (22/07/2026), indica que a economia será sustentada pela indústria extrativa, agropecuária e serviços.
A entidade revisou a estimativa para a indústria de 1,6% para 2,1%, impulsionada pela extrativa, cuja expectativa subiu de 7,8% para 9,1%, devido ao aumento da produção de petróleo. O agronegócio também teve revisão positiva, passando de 1,1% para 1,8%, com base na perspectiva de uma safra recorde de soja. A construção civil avançou de 1,3% para 1,5%, apoiada em programas de crédito imobiliário e infraestrutura.
Em contrapartida, a CNI elevou a estimativa de inflação (IPCA) de 4,4% para 5%, citando a alta de preços de alimentos e combustíveis. O diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, afirmou que esse cenário reduz o espaço para cortes intensos da taxa Selic, projetando juros de 13,75% ao final de 2026.
Apesar do bom mercado de trabalho, a entidade alerta que o endividamento familiar e os juros elevados limitarão o consumo. No cenário internacional, a guerra no Oriente Médio é citada como risco principal, enquanto a CNI estima um superávit comercial de US$ 77,9 bilhões.

