A Confederação Nacional da Indústria (CNI) propôs ao governo federal a criação de uma frente temporária dentro da Nova Indústria Brasil (NIB) para apoiar os setores industriais brasileiros atingidos pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos. A iniciativa visa formar um grupo com o governo, as 27 federações estaduais, associações e sindicatos para definir medidas de suporte.
A proposta foi discutida por Ricardo Alban, presidente da CNI, com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Rosa. Segundo a CNI, a sobretaxa americana representa 26,2% das exportações brasileiras destinadas aos EUA, impactando cerca de US$ 11 bilhões em vendas. A nova tarifa, que entra em vigor em 22 de julho, afeta segmentos como máquinas e equipamentos, calçados e móveis.
A CNI defende que a missão transitória deve ser uma resposta doméstica aos impactos da medida, mas não deve substituir as negociações com Washington. Alban afirmou que a NIB precisa ser dinâmica para responder a situações complexas, buscando um plano de ação em parceria com as federações estaduais de indústria e o governo.
A entidade solicitou que as medidas de apoio sejam debatidas sem interferência da disputa eleitoral ou de divergências políticas entre os países. A política industrial federal, a NIB, concentra cerca de R$ 750 bilhões em linhas de crédito para modernização, mas a nova frente seria focada especificamente nos efeitos do tarifaço.

