A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2% para 2026. O dado, divulgado nesta quarta-feira, 22, no Informe Conjuntural do 2º Trimestre, indica que o avanço será moderado, sustentado por setores específicos.
O diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, declarou que o cenário é de “crescimento moderado, sustentado principalmente pelos setores ligados às commodities e por estímulos à demanda”. Ele explicou que a política monetária restritiva, as condições financeiras adversas, a inflação elevada e as fragilidades fiscais continuam limitando uma recuperação mais forte.
A projeção para a indústria subiu de 1,6% para 2,1%, impulsionada pela indústria extrativa, que deve crescer 9,1% em 2026. A agropecuária também teve revisão positiva, projetando 1,8% de crescimento, ante a safra recorde de soja. Em contrapartida, o setor de serviços foi o único com revisão para baixo, projetando 1,9% de crescimento.
A CNI elevou a projeção do IPCA para 5% em 2026, devido ao aumento de preços de alimentos e combustíveis. Com esse cenário, a organização espera apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa básica de juros de 14,25% para 13,75% no fim do ano.

