A participação dos Estados Unidos no comércio exterior brasileiro atingiu mínima histórica no primeiro semestre de 2026. Os dados da Amcham Brasil mostram que os EUA responderam por 9,4% das exportações e 11,1% da corrente de comércio com o país.
O comércio bilateral somou US$ 36,4 bilhões no período, o que representa uma queda de 12,8% em comparação com o mesmo semestre do ano anterior. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram 13,0%, totalizando US$ 17,4 bilhões, enquanto as importações caíram 12,5%, atingindo US$ 19,0 bilhões.
A retração foi mais acentuada em produtos sujeitos a tarifas adicionais. Bens sob sobretaxas do governo Donald Trump caíram 16,6%, contra 8,7% de recuo em produtos sem tarifas. Itens como caminhões, semiacabados de ferro e aço, madeira e cobre sofreram os maiores impactos, com quedas superiores a 20% em alguns casos.
Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, declarou que o comércio bilateral enfrenta forte pressão e reforça a necessidade de um acordo que evite novas tarifas na investigação da Seção 301. Ele afirmou que a implementação de novas sobretaxas pode comprometer as trocas entre Brasil e Estados Unidos.

