Empresas norte-americanas utilizam Commercial Papers, títulos de dívida de curto prazo, para financiar capital de giro, reduzindo a dependência exclusiva do crédito bancário. O mercado americano movimenta cerca de US$ 1,3 trilhão, contrastando com a limitação de uso no Brasil.
Os Commercial Papers (CPs) são títulos de dívida de curto prazo emitidos por empresas para cobrir necessidades temporárias de caixa, como pagamento de fornecedores e formação de estoques. Em vez de buscar crédito bancário, grandes corporações nos Estados Unidos recorrem diretamente ao mercado, onde investidores institucionais adquirem esses papéis. Esse mecanismo permite que as empresas obtenham custos financeiros inferiores aos de empréstimos tradicionais.
A dimensão do mercado americano é elevada, apresentando alta liquidez e frequência de renovação dos títulos. No Brasil, embora o instrumento exista sob a regulamentação das Notas Comerciais, sua aplicação é restrita. A limitação se deve à menor classificação de risco de muitas empresas e à concentração da base de investidores institucionais.
A importância econômica desses títulos reside na ampliação da concorrência financeira. Ao captar recursos diretamente, as empresas diminuem a dependência do crédito bancário, forçando maior eficiência na intermediação financeira. Assim, o desenvolvimento financeiro se constrói pela coexistência de múltiplas fontes de financiamento.

