A tensão militar no Oriente Médio atingiu novo patamar nesta terça-feira (14) com o Irã disparando mísseis balísticos contra uma base aérea dos Estados Unidos na Jordânia. Em resposta, forças americanas bombardearam alvos iranianos por cinco horas, elevando o preço do petróleo para o patamar mais alto em quatro semanas.
O confronto direto, motivado pela disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, interrompeu a trégua recente. O estopim da crise ocorreu no sábado (11), quando Teerã anunciou o fechamento do estreito após realizar disparos de advertência contra um navio comercial. Em reação, o presidente americano, Donald Trump, determinou o restabelecimento do bloqueio naval à navegação iraniana e propôs a cobrança de uma taxa de 20% sobre as cargas que transitam pela região para custear a proteção militar da rota.
As hostilidades se espalharam rapidamente. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou que a base militar americana na Jordânia foi alvo de mísseis balísticos, enquanto forças jordanianas declararam ter abatido quatro projéteis. Paralelamente, o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos denunciou que mísseis de cruzeiro iranianos atingiram dois navios-tanque em águas territoriais de Omã, resultando em uma morte e oito feridos.
O temor de interrupção no fluxo de combustíveis afetou as bolsas globais. O barril do petróleo Brent subiu 4,33%, negociado a US$ 86,91, e o WTI avançou 3,17%, para US$ 80,62. Antes do início da crise, o Estreito de Ormuz concentrava 20% do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, rebatia a proposta de taxa, afirmando que “20% é, obviamente, demais. Seremos justos”.

