Um consenso internacional, publicado em julho, estabelece diretrizes para o uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro. O documento orienta que o tratamento da obesidade deve ir além da perda de peso, priorizando a saúde geral e a qualidade de vida do paciente.
O guia, elaborado por entidades europeias, propõe uma mudança de foco no tratamento com incretinas. Segundo especialistas, a meta não é apenas o número na balança, mas sim a preservação da massa muscular, a manutenção de uma alimentação adequada e o acompanhamento da saúde mental do indivíduo.
Os autores afirmam que a dose máxima prevista na bula não deve ser um objetivo automático. A decisão de ajuste deve ser baseada na resposta clínica de cada paciente. Quem já apresenta boa saciedade e tolera bem o tratamento pode não necessitar de doses maiores, conforme apontam dados de casos reais.
Sobre a interrupção, o consenso indica que a decisão deve ser compartilhada entre médico e paciente. Sinais como náuseas persistentes, dificuldade de hidratação ou perda de peso excessiva exigem reavaliação. Um especialista acrescentou que a pausa pode ocorrer quando o paciente atinge uma meta adequada ou quando a tolerância ao medicamento piora.

