A Constellation Brands enfrentará seu primeiro grande teste sob a gestão do CEO Bill Fink no primeiro trimestre fiscal de 2027. A empresa precisa demonstrar que pode navegar na desaceleração do consumo enquanto protege seu negócio de cerveja, segundo analistas. Os resultados serão divulgados às 16h05 ET.
O mercado acompanha a empresa, que negocia a cerca de 12 vezes os lucros futuros, um valor inferior ao de muitos pares de bens de consumo. As preocupações incluem tarifas, demanda mais fraca em vinhos e destilados, e dúvidas sobre o crescimento dos lucros. O foco dos investidores está no comentário da gestão, buscando garantia de que a cerveja manterá margens sólidas.
No quarto trimestre fiscal de 2026, a empresa registrou lucro por ação (EPS) de US$ 1,90 em receita de US$ 1,92 bilhão, superando as estimativas de EPS, mas ficando abaixo em receita. A gestão havia emitido projeções para 2027, mas retirou a perspectiva para 2028, citando incerteza tarifária. O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan está em 44,8, um dado recessivo.
O CFO da empresa, Garth Hankinson, mencionou alívio de tarifas de alumínio para 2027, mas a expansão da cervejaria em Veracruz adiciona custos fixos. A empresa também investirá agressivamente em marketing no primeiro semestre fiscal, incluindo uma forte campanha para a Copa do Mundo.

