O Estado de São Paulo celebra o feriado de 9 de julho, data que marca a Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento, que ocorreu em um período de exceção institucional no Brasil, buscou o restabelecimento da ordem constitucional e a convocação de uma Assembleia Constituinte.
Em 1932, o país operava sob o Governo Provisório de Getúlio Vargas, após a Revolução de 1930. Nesse contexto, a Constituição de 1891 não estava em vigor, e o poder estava concentrado no Executivo sem eleições para cargos políticos. A Revolução Constitucionalista não tinha caráter separatista; sua meta principal era restabelecer as regras de exercício do poder no Brasil.
Milhares de paulistas aderiram ao esforço, mobilizando recursos financeiros e materiais. Militarmente, o movimento foi derrotado pelas forças federais após cerca de três meses de combate. Contudo, o desfecho político permitiu que Getúlio Vargas convocasse eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, que culminou na Constituição de 1934.
Apesar da derrota militar, o movimento recolocou o constitucionalismo no centro do debate nacional. A data recorda o princípio de que nenhuma autoridade pode exercer legitimamente o poder sem estar submetida ao Direito. As constituições estabelecem limites ao poder e asseguram direitos fundamentais.

