O consumo nos lares brasileiros cresceu 2,49% no primeiro semestre, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O indicador, deflacionado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, registrou aumento de 1,86% em relação a junho de 2025 e 0,48% em comparação a maio de 2026.
O desempenho do consumo ganhou força nos meses de março, abril e maio, com altas de 3,20%, 3,17% e 3,93%, respectivamente, quando comparados aos mesmos períodos do ano anterior. Marcio Milan, vice-presidente da Abras, declarou que o período indica um comportamento de compra mais planejado, com maior foco em promoções e seletividade na cesta de produtos.
Em paralelo, o Abrasmercado, que acompanha a variação de preços de 35 produtos de largo consumo, encerrou o semestre com alta acumulada de 6,52%. O valor médio da cesta passou de R$ 854,91 para R$ 852,54. Em junho, a cesta apresentou leve retração de 0,28%, interrompendo a sequência de aumentos.
Entre os itens básicos, o feijão (52,82%) e o leite longa vida (22,09%) concentraram as maiores pressões de preço no semestre. Em contrapartida, o café torrado e moído (-11,49%), o açúcar refinado (-10,78%) e o óleo de soja (-9,24%) apresentaram retração de preços.

