Uma auditoria apontou inconsistências em contrato anual de R$ 14 milhões do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ). O serviço foi contratado como vigilância armada, mas a inspeção constatou que nenhum dos vigilantes utiliza armas. A revisão faz parte de um pente-fino da nova gestão.
O contrato, que abrange a sede do órgão na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, e vinte residências oficiais espalhadas pelo estado, está sob revisão da corregedoria criada pela nova administração do DER. A inspeção verificou que a sede da autarquia não possui cofre para armazenar armamentos, estrutura essencial para a modalidade contratada.
A presidente do DER, Coronel Gabryela Reis Dantas, determinou a análise dos contratos como parte de um esforço para reduzir despesas. A gestão também anunciou medidas como a devolução de parte da frota alugada e o corte de celulares corporativos. Além disso, a administração informou que o caixa do DER, apesar de ter um orçamento de R$ 718 milhões, não cobre serviços básicos de manutenção, como tapa-buracos, pois processos não são abertos há mais de três anos.
Em relação à infraestrutura, vistorias identificaram cerca de 40 intervenções emergenciais nas rodovias estaduais. Dez obras foram priorizadas por apresentarem alto risco à população, dependendo de liberação de crédito suplementar. A recuperação do Viaduto de Alcântara, na RJ-104, por exemplo, está estimada em R$ 38,3 milhões, e seis dos dez pontos críticos somam R$ 155,7 milhões em investimentos.

