O prazo para as convenções partidárias ocorre de amanhã até cinco de agosto, momento em que as siglas definem posicionamentos eleitorais para as disputas nacionais e estaduais. No Rio de Janeiro, a federação PP-União tende a manter a neutralidade, o que isolaria o PL. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho precisa confirmar sua candidatura ao governo.
Flávio Bolsonaro precisa resolver questões sobre vice, atrair partidos e solucionar problemas em palanques estaduais. A preferida do senador para a chapa é Daniella Marques, coordenadora da agenda econômica da campanha, mas a indicação depende de aliança que hoje é considerada difícil. A tendência é que os partidos PP-União e Republicanos optem pela neutralidade na eleição presidencial, o que beneficia Luiz Inácio Lula da Silva.
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho (Republicanos) precisa confirmar se concorrerá ao governo, movimento que afeta o presidenciável do PL. Lula conseguiu Patrus Ananias para concorrer ao governo mineiro, mas ainda precisa atrair siglas como PDT e PSB. No Rio de Janeiro, o PL passa por crises, com o apoio da federação PP-União Brasil em risco caso o diretório local siga a neutralidade nacional.
A situação familiar também gera incertezas. Michelle Bolsonaro colocou em xeque sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal após expor insatisfações com o enteado Flávio. As convenções definem o jogo, mas pendências em estados cruciais continuam a moldar o cenário eleitoral.

