Partidos políticos e federações começam nesta segunda-feira (20) o período de convenções para escolher os candidatos das eleições de 2026. As legendas têm até 5 de agosto para definir as coligações majoritárias. O cientista político Marcio Coimbra explicou que a etapa é essencial para a organização das chapas.
Segundo o calendário eleitoral, as convenções definem as alianças que serão públicas. Marcio Coimbra afirmou que “As coligações para as eleições majoritárias devem aparecer nesse momento, então nós veremos quais serão os partidos que irão caminhar juntos e quem serão os seus candidatos”. Embora a legislação permita o formato virtual, a maioria dos partidos realiza encontros presenciais para mobilização eleitoral.
O especialista comentou que, no contexto brasileiro, as convenções funcionam mais como homologação de decisões das cúpulas partidárias do que como disputa interna. Ele avaliou que “No Brasil, as convenções já chegam com os nomes decididos e ali não há nenhuma disputa dentro do processo. A convenção se caracteriza mais por ser uma festa onde os candidatos falam e existe uma postura de liderança a ser transmitida”.
A oficialização dos nomes nas convenções não autoriza o início imediato da propaganda eleitoral. Há um intervalo jurídico entre o fim das convenções, em 5 de agosto, e o início oficial da campanha, em 16 de agosto. Coimbra classificou esse período como “nebuloso”, pois os escolhidos ainda não possuem todos os registros legais para atuar como candidatos.

