O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de um pré-candidato a Bolsonaro, classificou como ‘autoritária e desproporcional’ a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida suspendeu por 90 dias o direito de visita do pré-candidato ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, após a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente.
Marinho afirmou em nota que a determinação busca tornar o ex-presidente ‘incomunicável’ e representa uma ‘clara interferência no jogo político’, reforçando a percepção de ‘perseguição política’ contra a oposição. Segundo o senador, a decisão de Moraes ocorreu porque o pré-candidato divulgou nas redes sociais um documento escrito por Bolsonaro durante sua prisão domiciliar, no qual o ex-presidente pedia união em torno da pré-candidatura do filho.
O ministro Alexandre de Moraes entendeu que o pré-candidato utilizou o direito de visita para obter um material cuja finalidade seria a divulgação pública, o que configuraria burla à proibição de uso de redes sociais imposta ao ex-presidente. O magistrado determinou a suspensão das visitas pelo prazo de 90 dias e encaminhou o caso ao procurador-geral eleitoral para apurar eventual propaganda eleitoral antecipada.
O coordenador da campanha comparou o caso ao tratamento dado a outro presidente durante período de prisão. Marinho declarou que, enquanto outro político recebeu visitas e manteve interlocução, o silenciamento do ex-presidente é inconstitucional. Ele concluiu que ‘calar Bolsonaro é tentar calar a expressiva parcela da população brasileira que ele representa’.


