A Copa do Mundo 2026 utilizou amplamente tecnologias de inteligência artificial (IA) em sua operação, conforme relatório divulgado pela FIFA e pela Lenovo, fornecedora oficial do evento. A competição, realizada em 16 cidades-sede nos três países anfitriões, gerenciou mais de 25 mil equipamentos durante 104 partidas.
A aplicação da IA focou em diversas áreas, como análise de desempenho e gestão operacional. A plataforma Fifa AI Pro, por exemplo, processou mais de 2 mil métricas de desempenho a partir de milhões de pontos de dados. Essa ferramenta permitiu que comissões técnicas acessassem estatísticas oficiais e relatórios de vídeo em 16 idiomas diferentes, registrando milhares de consultas de mais de 300 usuários oficiais.
No quesito arbitragem, a tecnologia auxiliou na estabilização de gravações do Referee View, reduzindo movimentos bruscos em até 60% para atender ao padrão de transmissão. Além disso, o torneio empregou impedimento semiautomatizado com avatares digitais em 3D, que exigiu o escaneamento de todos os 1.248 jogadores inscritos para fornecer imagens vetorizadas ao VAR.
Na gestão administrativa, um Centro de Comando Inteligente centralizou o monitoramento logístico. Essa plataforma integrou dados de mais de 40 divisões funcionais da federação, cruzando informações de segurança e bilheteria. O processamento em nuvem auxiliou a coordenação entre os três países-sede, agilizando a identificação de riscos operacionais.

