A Copa do Mundo de 2026 está atraindo cobertura de veículos de comunicação que tradicionalmente não priorizavam o tema nos Estados Unidos. Publicações como a Politico, focada em política, aumentou sua produção sobre o Mundial da Fifa, alcançando 2,5 milhões de visualizações de página.
A mudança editorial reflete uma estratégia iniciada há um ano, quando veículos passaram a ver a Fifa e seu presidente, Gianni Infantino, como atores relevantes na política internacional. Segundo o editor-chefe da Politico, foi necessário desenvolver novas fontes e expertises para tratar o esporte como pauta central. A publicação conta hoje com seis jornalistas credenciados para acompanhar as partidas.
Outras editoras também ampliaram sua presença. A Vanity Fair lançou sua primeira edição global dedicada ao tema, aproveitando a relevância do evento. Enquanto isso, a análise de veículos de comunicação aponta que sites de esportes sofreram queda de apenas 2,8% nas visitas nos últimos doze meses, em contraste com 16,7% nos portais de notícias em geral.
Apesar do crescimento, nem todos seguem a tendência. O Washington Post reduziu sua seção de esportes, e a revista tradicional GQ eliminou o cargo de editor dedicado ao tema. Especialistas indicam que o esporte se mostra menos vulnerável à queda de audiência causada por resumos gerados por inteligência artificial.

