A Copa do Mundo redefiniu o perfil da cobertura esportiva nos Estados Unidos, elevando o futebol ao centro das atenções em detrimento de modalidades tradicionais. O engajamento do público americano com o torneio justificou investimentos em jornalismo, com veículos registrando crescimentos expressivos em audiência.
O aumento do interesse pelo futebol foi notado por publicações como The Athletic, braço de jornalismo esportivo de um grande veículo de comunicação. Segundo a editora-chefe do The Athletic, o número de leitores cresceu 40% nas quatro primeiras semanas da competição, comparado ao período da Copa do Catar, em 2022. A editora Williamson declarou que o futebol se tornou o segundo esporte na plataforma, atrás apenas do futebol americano.
A estrutura de cobertura foi robusta, com 55 jornalistas credenciados para acompanhar o torneio, mais que o dobro enviado na edição anterior. A editora de esportes do Los Angeles Times, Iliana Romero, explicou que o formato de 48 seleções da Fifa ajudou a empolgar o público com confrontos diversos. O torneio também foi impulsionado pela campanha da seleção dos Estados Unidos, que venceu o Paraguai por 4 a 1 na estreia.
A presença de grandes nomes, como Messi, Kylian Mbappé e Cristiano Ronaldo, transformou a edição em um evento de grande apelo global. Laura Williamson comentou que o torneio demonstra que o futebol não é um esporte de nicho, mas sim um interesse amplo do público americano. A edição de 2026 pode estimular também o interesse por competições como a Champions League.

