A Copa do Mundo, com a expansão para 48 seleções, exige um investimento massivo que dificulta a realização do evento em um único país. O aumento no número de jogos, que chegará a 104, demanda mais estádios e infraestrutura, concentrando o torneio em nações com grande capacidade financeira.
O aumento do número de partidas impulsiona a necessidade de mais cidades-sede. Enquanto Copas anteriores tiveram 52 ou 64 jogos, o torneio atual prevê 104 partidas. Com 48 seleções, são 16 cidades-sede, distribuídas entre os Estados Unidos, México e Canadá. A complexidade logística também inclui a necessidade de 48 centros de treinamento de alto nível e maior capacidade de hospedagem.
As próximas edições refletem essa tendência. A Copa de 2030 será um evento coletivo envolvendo Espanha, Portugal, Marrocos, Argentina, Uruguai e Paraguai. Já a de 2034 ocorrerá na Arábia Saudita, com um orçamento inicial de US$ 20 bilhões para a construção e reforma de 15 estádios. Este custo é considerado desproporcional para a população do país.
A ampliação do torneio gerou benefícios políticos e econômicos para a organização. As confederações da África e da Ásia dobraram suas vagas, e a receita da FIFA com a Copa ampliada quase dobrou, atingindo US$ 11 bilhões no ciclo de quatro anos. Essa estrutura ajudou o presidente da FIFA a ser reeleito por aclamação.

